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Das artes em cerâmica ao teatro, Cuiabá é
um centro de produção cultural, apresentado ao mundo pela poesia do
cuiabano Manoel de Barros, pela vasta produção literária de Ricardo
Guilherme Dicke, Silva Freire e Wlademir Dias Pino, um dos responsáveis
pela eclosão do movimento concretista no Brasil.
Nas artes plásticas, Adyr Sodré, Clóvis Irigaray, Victor Hugo, Dalva de
Barros e o primitivista Nilson Pimenta e Gervane de Paula, somados a
tantos outros, retratam as riquezas da terra e contribuem para o acervo
cultural do País.
A história de Cuiabá está intrinsecamente ligada à do teatro no Brasil.
Só no Ciclo do Ouro, de 1719 a 1822, recebeu mais de 100 espetáculos. Na
década de 1970, período revolucionário do teatro mato-grossense,
destacaram-se Glorinha Albuês, Zulmira Canavarros, Sandra Coelho, Amaury
Tangará, Lúcia Palma e Luiz Carlos Ribeiro. Na década de 80, Liu Arruda
apresentou em sátira o linguajar e a cultura dos ribeirinhos.
Às margens do rio Cuiabá, ceramistas de São Gonçalo cumprem um ritual
secular. Por meio do artesanato, asseguram o sustento da família. As
peças artísticas e utilitárias já são comercializadas em São Paulo,
Europa e Estados Unidos. Lavradas à mão, as redes cuiabanas e a
artesanal viola-de-cocho, confeccionada em tronco de madeira inteiriço e
escavado para abrir a caixa de ressonância, valorizam esse patrimônio. É
tocada especialmente nas apresentações de Cururu e Siriri, danças
populares compostas por elementos africanos, sob influência castelhana e
portuguesa.
Cuiabá também é palco da dança moderna, balé clássico, sapateado, das
danças flamenca e de rua. Espetáculos suntuosos, em linguagens
universais e regionais, revelam as belezas do povo e da cultura
cuiabana. |