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Do barroco ao
neogótico, o Centro Histórico de Cuiabá é permanente convite a um
passeio pelos estilos arquitetônicos do passado. Construídos sobre minas
de ouro, seus casarões de arquitetura colonial remanescem do século
XVIII. Ruas estreitas e sinuosas, verdadeiros labirintos, revelam
estratégias usadas pelos colonizadores para despistar aventureiros
atraídos pela fartura das minas auríferas. Para assegurar a preservação
desse patrimônio que compreende 400 imóveis, o tombamento foi homologado
pelo Governo Federal em 1992.
Por estas ruas, caminharam homens sonhadores e de luta. O almirante
Augusto Leverger, condecorado Barão de Melgaço, impediu a invasão do
território durante a guerra do Paraguai. Para tirar a capital do
isolamento, em 1892, o Marechal Cândido Rondon atuou na construção da
linha telegráfica que ligaria finalmente Mato Grosso ao Estado de Goiás.
Arcebispo de Cuiabá, Dom Aquino Corrêa foi o conciliador da crise
instalada entre o Partido Republicano Mato-grossense e o Partido
Republicano Conservador. Eleito governador em 1918, fundou a Academia
Mato-grossense de Letras.
O rio Cuiabá que empresta o nome à cidade, o Coxipó do Ouro onde foi
rezada a primeira missa e o bairro do Porto, contam a história de Cuiabá
que está cravada ainda em paralelepípedos, praças seculares, monumentos,
centros de documentação histórica. |